0

Perco a minha previdência privada se a seguradora quebrar?

Internauta quer saber se recursos aplicados em planos de previdência privada abertos, oferecidos por seguradoras, são perdidos se a administradora quebrar

Dúvida da internauta: Que risco o investimento em previdência privada corre caso a instituição seguradora que o administra entrar em liquidação extrajudicial?

Resposta de Samy Dana e Alex del Giglio*:

O risco de perder os recursos que foram aplicados é significativo, uma vez que a liquidação extrajudicial só será decretada em duas hipóteses:

1ª hipótese: Quando reconhecida a inviabilidade de recuperação da entidade de previdência complementar;

2ª hipótese: Na ausência de condição para seu funcionamento.

Na primeira hipótese, os participantes dos planos de previdência privada têm privilegio especial sobre os ativos garantidores das reservas técnicas, assim como privilégio geral sobre as demais partes não vinculadas ao ativo. Todavia, esses privilégios quase sempre são ineficazes, pois só é reconhecida a inviabilidade de recuperação da entidade de previdência quando os índices de solvência e liquidez estão bastante prejudicados. Portanto, os participantes do plano perderão, provavelmente, todos os recursos.

Na segunda hipótese os participantes têm mais chance de recuperar os recursos aportados. No entanto, esse processo pode demorar, dependendo do andamento do processo.

Entretanto, se você investe em previdência privada, não há motivos para ficar muito preocupado. Vale destacar que, no Brasil, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) é responsável por fiscalizar esse mercado, realizando essa tarefa com bastante eficácia. Com a Lei Complementar 109/2001, a previdência privada passou a contar com grande segurança jurídica.

(*) Samy Dana é Ph.D. em Business, professor da FGV e coordenador do Núcleo de Cultura e Criatividade GV Cult. É consultor de empresas nacionais e internacionais dos setores real e financeiro e de órgãos governamentais, além de autor de livros de finanças pessoais. Esta resposta foi escrita em parceria com Alex Del Giglio, economista pela Univerisidade de São Paulo (USP), com extensão em finanças pela ESC Bordeaux e mestrado em Administração pela FGV. Responsável pela área educacional da Prime Finance Investimentos AAI Ltda., com sede em Manaus.

Fonte: Exame.com

0

Transmissão ao vivo pela Internet discute os impactos do cenário econômico na previdência

O banco Itaú Personnalité convida Claudio Sanches, diretor de Produtos de Investimentos e Previdência do Itaú Unibanco para discutir sobre os impactos do cenário econômico atual no mercado de previdência.

Em uma tranmissão ao vivo, pela internet, serão abordados a influência do mercado nos produtos de previdência e a importância dos planos de previdência para a reserva de aposentadoria.

Durante a apresentação, os participantes poderão tirar dúvidas por meio de um chat em tempo real.

A transmissão é aberta para clientes e não clientes do banco.

19 de setembro às 20h00
Ao vivo na internet
Acesse itau.com.br/personnalite/web

0

7 dicas para se preparar para a aposentadoria investindo

Por Gabriella D’Andréa |9h48 | 28-12-2012

SÃO PAULO – Se preparar para ter uma aposentadoria tranquila, sem grandes preocupações quando deixar de trabalhar, é fundamental. E pensando no cuidado que o investidor deve ter ao escolher um investimento para complementar a renda nesta fase da vida, o educador financeiro e presidente do instituto DSOP, Reinaldo Domingos, elaborou uma lista com algumas orientações . Confira:

1ª – O investidor precisa se questionar por quanto tempo conseguiria se manter sem trabalhar, recebendo o mesmo valor de seus recursos acumulados que ganhava durante o período em que exercia uma atividade remunerada. Caso a resposta seja “por um curto prazo”, é preciso rever seus planos para a aposentadoria.

2ª – No momento em que você estiver se planejando é imprescindível determinar a idade com a qual pretende se aposentar e o quanto será necessário para viver apenas com o ganho da sua aplicação.

3ª – As instituições costumam oferecer ou um plano VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ou um PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Quem contrata o PGBL consegue deduzir até 12% da renda tributável ao ano da base de cálculo do Imposto de Renda. Ou seja, a pessoa poderá pagar menos IR agora e só acertar as contas com o Leão no momento do resgate do plano. Mas para isso é necessário fazer a declaração completa de IR. Já para quem faz a declaração simplificada, o VGBL é a melhor opção.

“As previdências privadas VGBL ou PGBL são sem dúvida atrativas e rentáveis. Porém, sempre recomendo comparar com outras aplicações, é preciso pesquisar”, afirma Domingos.

4ª – Considerando que dentro de uma casa um dos cônjuges pode optar por não trabalhar para cuidar dos afazeres da casa, isso não significa que ele ou ela não precise de um rendimento mensal. Portanto, fazer um plano de previdência é importante também nestes casos.

5ª – Não existe uma idade correta para começar a investir em um plano previdenciário. Quanto mais cedo melhor. Para aqueles que têm filhos, o ideal é começar a investir assim que eles nascerem.

6ª – Quando o investidor opta por investir em previdência privada, precisa ter em mente que esta é uma aplicação de longo prazo, isso é, de 10 anos para cima. Portanto, antes de comprometer o dinheiro com outros pagamentos, sempre separe uma parcela da sua renda para investir.

7ª – No momento em que o investidor procura um plano de previdência, ele precisa estar atento aos custos que este tipo de aplicação possui (taxa de carregamento e taxa de administração). Com uma boa pesquisa é possível encontrar instituições que não cobram a taxa de carregamento e outras que oferecem taxa de administração baixa, às vezes até menor do que 0,5% ao ano. E caso você encontre um banco ou uma seguradora que ofereça melhores preços do que a sua instituição, faça a portabilidade de planos.

Fonte: InfoMoney

0

Conheça 10 mitos e verdades sobre a previdência privada

SÃO PAULO – São muitos os planos de previdência privada disponíveis nas instituições financeiras. Com diferentes características, os investidores podem escolher aquele que mais lhe agrada e que melhor se encaixa nos seus objetivos. No entanto, muitos ficam confusos com alguns detalhes e acabam escutando muitos rumores sobre o investimento.

Pensando nisso, a empresa de planos de seguros, capitalização e programas de benefícios, MetLife, elaborou uma lista com 10 mitos e verdades sobre o assunto.

Confira quais são eles:

1 – “No plano de previdência, você define quanto e quando quer receber a sua renda”. Verdade.
É possível definir uma idade para resgatar a reserva acumulada, que se transformará em renda a partir desse momento. Além disso, o investidor também pode optar pela maneira como irá receber essa renda, podendo ser através de benefícios, rendas vitalícias ou temporárias.

2 – “A previdência privada é uma forma de investimento contratado para garantir uma renda ao comprador ou seu beneficiário” Verdade.
A MetLife lembra que a maior parte das pessoas enxerga a previdência como forma de investimento apenas, e não como “seguro”. “As seguradoras cuidam dos setores que auxiliam o bem-estar da pessoa física, seja diretamente ou indiretamente, como no caso dos planos de Previdência Privada, que o auxiliarão na aposentadoria”.

3 – “Além da aposentadoria, é possível ter outros benefícios”. Verdade.
Além daquilo que já lhe é garantido, o investidor pode ter outros benefícios durante o período de acumulação, protegendo-o contra morte ou invalidez.

4 – “Quem é jovem não deve se preocupar, pois ainda tem muito tempo para pensar em aposentadoria. E quem é mais velho já não tem mais tempo para adquirir um plano”. Mito.Muito pelo contrário. A dica dos especialistas é começar a investir em um plano de previdência ainda jovem para acumular uma boa quantia para a aposentadoria. E no caso de uma pessoa de 45 anos, por exemplo, ela ainda terá cerca de 15 anos para juntar esse dinheiro, ainda mais com o aumento na expectativa de vida.

5 – “As alíquotas do Imposto de Renda diminuem à medida que o tempo passa”. Depende.
Depende do plano contratado (regressivo ou progressivo). No caso do plano regressivo, é exatamente isso o que acontece. Quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor será a incidência do IR. Já no caso do progressivo, o investidor paga o imposto no resgate, seguindo a mesma tabela que tributa os salários.

6 – “Fundos de previdência são aplicações de longo prazo”. Verdade.
Está correto, pois caso o investidor resgate o dinheiro antes do previsto, a alíquota do IR será mais alta do que a de fundos de investimento de longo prazo.

7 – “Caso a instituição escolhida quebre, o beneficiário perde tudo”. Depende.
De acordo com a MetLife, a LeiComplementar 109 passou a oferecer segurança jurídica aos planos de previdência, já que as regras que regulamentam o setor estão muito rígidas.

8 – “A portabilidade permite que o participante ou segurado migre para outra entidade”. Verdade.
Essa regra só é válida para o período de acumulação. Se o investidor ainda estiver poupando, ele pode migrar para outro plano sem custos adicionais. Já na fase da aposentadoria, não é permitido.

9 – “É preciso muita disponibilidade financeira para adquirir um plano de previdência privada”. Mito.
Já existem no mercado planos que permitem contribuições de R$ 30 no mês, o que desmistifica a ideia. E depois de abertos, alguns permitem que o beneficiário aplique a qualquer momento, aproveitando um momento de sobra de recursos.

10 – “O plano de previdência é indicado somente para alguns perfis de renda e classe social”. Mito.
O valor máximo pago pela previdência social é de R$ 3.689,66, por isso se recomenda a previdência privada para quem ganha acima disso. “No entanto, o investimento, que pode ser iniciado desde cedo e agora com valores cada vez mais populares, é uma forma de garantir a renda complementar garantindo mais tranquilidade e estabilidade durante sua aposentadoria”, diz a MetLife.

Por Gabriella D’Andréa

Fonte: InfoMoney